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Simulador de Crédito Habitação

Atualizado por Equipa SolveSmart · Guia prático para decisões de crédito em Portugal
Atualizado em 29 de setembro de 2026 · Fontes de referência: Banco de Portugal e Euribor.

Estima a tua prestação mensal com Euribor + spread (taxa variável) ou taxa fixa.

📅 Atualizado em setembro de 2026 · Fontes: Banco de Portugal · Euribor

🏡 O teu crédito

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💡 A Euribor muda todos os dias úteis. Valores de referência de início de outubro de 2026: cerca de 2,59% a 3 meses, 3,04% a 6 meses e 3,30% a 12 meses. Atualiza com o valor do teu contrato. Simulador de Euribor
Prestação mensal estimada
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Taxa total (TAN)
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Total de juros
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Nº de prestações
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📏 Taxa de esforço

Usa o crédito simulado acima e indica o teu rendimento e os créditos que já pagas.

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Taxa de esforço
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Com taxas +1,5 p.p.
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Prestação máxima a 45%
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Como funciona a prestação

Num crédito habitação de taxa variável, a tua taxa é a soma da Euribor (que o banco não controla e muda ao longo do tempo) com o spread (a margem do banco, fixa no contrato). A prestação é calculada sobre essa taxa total e o prazo. Quando a Euribor sobe ou desce, a prestação acompanha nas revisões.

Spread e prazo importam muito

Um spread mais baixo poupa-te milhares ao longo do crédito, por isso vale a pena comparar bancos. Um prazo mais longo baixa a prestação mensal, mas aumenta bastante o total de juros pagos — esta calculadora mostra esse total para veres o efeito real.

⚠ Estimativa para planeamento. Não inclui seguros, comissões, impostos nem a TAEG. Pede sempre a simulação oficial (FINE) ao banco.

Taxa de esforço do crédito habitação: como calcular

A taxa de esforço é a percentagem do teu rendimento líquido mensal que vai para pagar créditos. Calcula-se somando as prestações mensais de todos os teus créditos, como a casa, o carro, o crédito pessoal e os cartões, e dividindo o total pelo rendimento líquido mensal, ou seja, o que sobra depois de impostos e Segurança Social.

Desde 1 de agosto de 2026, o limite de referência do Banco de Portugal para novos créditos passou de 50% para 45%. Os bancos têm ainda uma pequena margem para conceder acima do limite, até 10% do volume de crédito novo, mas não deves contar com ela. Os bancos também testam a tua prestação com taxas de juro mais altas: num crédito com mais de 10 anos de prazo, simulam uma subida de 1,5 pontos percentuais.

Um exemplo: rendimento líquido de 2.200€ por mês, outro crédito de 150€ e um empréstimo de 150.000€ a 30 anos, com uma taxa de 4,043%. A prestação é de 719,85€ e a taxa de esforço é de (719,85 + 150) ÷ 2.200 = 39,5%, abaixo do limite. Mas com a taxa mais 1,5 pontos, a prestação sobe para 855,73€ e a taxa de esforço passa para 45,7%, já acima de 45%. O mesmo crédito pode parecer confortável na simulação normal e ficar de fora no teste do banco.

Se ficares acima, há quatro caminhos: pedir menos dinheiro, alongar o prazo, aumentar o rendimento considerado, ou pagar primeiro outros créditos. O prazo máximo é de 40 anos para quem tem até 35 anos e de 35 anos acima dessa idade. As regras mudam e cada banco tem a sua política, por isso confirma o valor em vigor no site do Banco de Portugal.

Perguntas frequentes

Devo escolher taxa fixa ou variável?

A fixa dá previsibilidade; a variável pode ser mais barata mas oscila com a Euribor. Para simular taxa fixa, mete a Euribor a 0 e usa a taxa fixa no campo do spread.

É grátis?

Sim — grátis, sem registo, nada é guardado.

Qual é o limite da taxa de esforço em 2026?

Desde 1 de agosto de 2026, o limite de referência do Banco de Portugal para novos créditos é de 45% do rendimento líquido mensal, em vez dos 50% anteriores. Existe uma margem limitada de exceções para os bancos. Confirma sempre no site do Banco de Portugal.

Como se calcula a taxa de esforço?

Soma as prestações mensais de todos os teus créditos e divide pelo rendimento líquido mensal. Por exemplo, 870€ de prestações com 2.200€ de rendimento líquido dão 39,5%.

Como usar o simulador

Começa pelo preço do imóvel e pelo montante que precisas de pedir. Depois indica o prazo, a Euribor e o spread. Se tens uma entrada maior, reduz o capital financiado e compara novamente: a prestação baixa, mas também muda o total de juros.

Não uses o limite máximo que o banco aceita como se fosse o orçamento certo. Deixa margem para condomínio, seguros, impostos, obras, manutenção e meses em que a prestação pode subir. A prestação que cabe hoje pode deixar de caber quando a taxa variável for revista.

Exemplos para perceber o efeito do prazo

CenárioCapital financiadoPrazoO que comparar
Entrada maior150.000€20 anosPrestação mais alta, menos juros
Equilibrado200.000€30 anosPrestação e custo total intermédios
Prazo longo250.000€40 anosPrestação mais baixa, mais juros

Estes valores são cenários de leitura, não uma proposta bancária. A taxa, o seguro e o método de revisão alteram o resultado. O objetivo é veres a direção do efeito antes de pedires simulações formais.

Custos que ficam fora da prestação

Além da mensalidade, conta com entrada, impostos de compra, escritura, avaliação, comissões, seguros e eventuais obras. Num crédito de 200.000€, uma diferença de 0,5 pontos percentuais na taxa pode representar uma mudança relevante ao longo de décadas. Compara a TAEG e o custo total, não apenas o spread anunciado.

Se estás a comprar casa, calcula também o IMT e Imposto do Selo. Para comparar o impacto com o orçamento familiar, podes usar o simulador de salário líquido.

Quanto dinheiro precisas no início

Mesmo que o banco financie uma parte do imóvel, precisas de dinheiro para a entrada e para os custos da compra. Junta IMT, Imposto do Selo, escritura, registos, avaliação bancária, comissões e seguros. O valor exato depende do imóvel, do crédito e do teu enquadramento, por isso trata estes itens como um orçamento separado da prestação.

BlocoExemplo de pergunta
EntradaQuanto do preço pago com capitais próprios?
ImpostosO imóvel é HPP e posso ter isenção?
CréditoQual é a TAEG e o custo total?
ProteçãoQue seguros são exigidos e quanto custam?

Taxa variável: testa um mês difícil

Se a prestação atual cabe por pouco no orçamento, simula também uma subida de um ou dois pontos percentuais. Não é uma previsão; é um teste de resistência. Se esse cenário obrigar a cortar despesas essenciais, talvez precises de uma entrada maior, um prazo diferente ou uma casa mais barata.

Quando receberes uma proposta do banco, compara a simulação com os teus valores e verifica se a taxa usada é nominal, TAN ou TAEG. São números diferentes e não devem ser trocados entre si.

Uma comparação que vale a pena fazer

Faz duas simulações com o mesmo capital: uma com o prazo que preferes e outra com menos cinco anos. Se a prestação subir pouco mas o total de juros cair bastante, talvez consigas negociar uma entrada maior ou reduzir outros custos. Se a diferença mensal for demasiado grande, usa a primeira simulação como limite e não como promessa de aprovação.

Também compara mais do que um banco. Pergunta pelo custo total, pelos seguros associados e pelo que acontece se transferires o crédito no futuro. Um spread baixo pode vir acompanhado de produtos obrigatórios que mudam a conta.

O que muda numa taxa fixa

Numa taxa fixa, a prestação tende a ser mais previsível durante o período fixo, mas a taxa inicial pode ser superior. Numa taxa variável, a prestação acompanha a Euribor nas revisões. Há ainda soluções mistas, com alguns anos fixos e depois variável. Simula o período completo, não apenas os primeiros meses.

Se um banco apresentar uma prestação muito mais baixa, pergunta se a comparação usa o mesmo prazo, o mesmo montante e os mesmos seguros. Pequenas diferenças nestes campos tornam duas propostas aparentemente iguais em contas diferentes.

Antes de assinar

Confirma a ficha de informação normalizada, a TAEG, o MTIC, a data de revisão da taxa e as condições para manter o spread. Guarda a simulação que serviu de base à decisão. Se a avaliação do imóvel vier abaixo do preço, o capital que precisas de levar pode aumentar.

Uma decisão confortável deixa espaço para despesas inesperadas. Se a prestação só cabe quando não há reparações, doença ou mudança de rendimento, o problema não está na calculadora: o orçamento precisa de uma margem maior.

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